Bebê de 1 mês internado com fraturas na coluna não foi atendido por Conselho Tutelar em Campo Grande
09/01/2026
(Foto: Reprodução) Bebê de um mês com fratura na coluna continua internada
Uma bebê de 1 mês segue internada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande, após ser diagnosticada com múltiplas fraturas na coluna e complicações no pulmão. O caso é investigado em sigilo pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Segundo a Polícia Militar (PM), a criança foi levada inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon e, em seguida, transferida para a Santa Casa. No hospital, a PM e a Assistência Social acionaram o Conselho Tutelar de Campo Grande, que não realizou atendimento no local.
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Nesta sexta-feira (9), a coordenação do 5º Conselho Tutelar de Campo Grande informou que não havia necessidade de a equipe se deslocar até o hospital, já que a criança estava recebendo atendimento médico.
“No momento em que recebemos a comunicação da violação, a criança já estava sendo atendida pela saúde. A mãe, supostamente, não era a violadora, o pai foi encaminhado à delegacia e o Conselho Tutelar está atuando em conjunto com a rede de proteção para aplicar as medidas necessárias”, afirmou a coordenadora Bianca Borges.
Versão dos pais
Segundo a polícia, o pai afirmou que fazia massagens na filha para aliviar cólicas e gases. A versão foi confirmada pela mãe, que disse que o marido teria usado força excessiva sem perceber.
Ainda conforme o relato, os pais não buscaram atendimento médico imediato porque a criança não apresentava sinais aparentes de dor e por falta de recursos financeiros.
O pai confirmou à polícia a versão apresentada pela mãe. Ele afirmou que fez a massagem com a intenção de ajudar a filha, mas reconheceu que usou força excessiva por estar nervoso com o choro da criança. Disse ainda que teria ligado para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no dia dos fatos, mas não apresentou registro da ligação.
Atuação do conselho
A coordenadora Bianca Borges reforçou que, nos casos em que os pais não são os violadores, a atuação do Conselho Tutelar ocorre posteriormente.
“Se a criança precisar de acompanhamento psicológico ou de atendimento especializado, vamos fazer os encaminhamentos necessários. Cada caso é avaliado para a aplicação das medidas de proteção”, explicou.
Em nota, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Campo Grande informou que adotou, de forma urgente, as providências cabíveis e encaminhou o caso aos órgãos do sistema de garantia de direitos da criança.
Segundo o Conselho, o caso segue sendo acompanhado pela rede de proteção, e a criança está em local seguro, recebendo atendimento médico.
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Diogo Nolasco/ TV Morena
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